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Esse velhinho tem uma história inacreditável e tinha uma Al Qaeda (nos mesmos moldes, acreditem, a quase 1500 anos atrás). Muitas viagens de Haxixe e brigas com a Ordem dos Templários.
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| Esse será o “Site Por Exelência” de Charles Fort e seu Livro dos Danados.
Altamente indicado para quem desconfia da autenticidade da realidade e já começa a crer que a civilização não passa de uma conspiração.
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| Começará com o hilariante culto dos Discordianismo, a religião mais freak que surgiu neste ordinariosinho palneta azul. Realmente muito massa, o culto mais sincero que já vi. |
| A Invasão dos Memes.
Descubra que seu cérebro pode, numa dessas, nada mais ser do que um depósito e vírus auto-replicantes.
Para entender a Música Pop e outras esquisitices
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| Um blog sobre porra nenhuma, com os textos mais bestas escritos por Minuzito Barret em seus momentos menos inspirados. |
| Quem bom seria se ele existisse de verdade. Mas enquanto ele não aparece para dar uma entrevista no Jô vamos combinar que se ele tivesse um blog, seria este blog.
Lamentos de um fantasma
Besta isso né? Mesmo assim dê uma conferidinha
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| Site coletivo para TODO MUNDO DA TURMA, se você estiver interessado em escrever nele, responda este e-mail e diga:
- Me inclua dentro dessa!!!!
Que imediatamente mandarei as instruções.
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:: Quarta-feira, Outubro 13, 2004 ::
Enquanto isso, nos divertimos com Terrorismo Poético, ou mesmo sem acento: Terrorismo Poetico
:: Júlio Cortázar 9:16 AM [+] Ofensas ao autor é aqui!!:
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:: Sexta-feira, Junho 27, 2003 ::
ATENÇÃO INTERNAUTA DESCONHECDO & MEU/MINHA AMIG@ ÍNTIM@
Minuzito Barret anda agora baixando o nível da conversa no blog
http://www.delinquente.blogger.com.br/
vai lá, vai!!!!!
:: Júlio Cortázar 1:14 PM [+] Ofensas ao autor é aqui!!:
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:: Sexta-feira, Junho 13, 2003 ::
Acesse já os links da esquerda:
Pelo menso os novos.
:: Júlio Cortázar 1:00 PM [+] Ofensas ao autor é aqui!!:
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Foda-se!!!!!
:: Júlio Cortázar 12:56 PM [+] Ofensas ao autor é aqui!!:
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:: Quarta-feira, Junho 11, 2003 ::
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
INSTRUÇÕES DE USO PARA O ATIVISTA AMADOR
Gérson(ou Jersson) de Oliveira
1. Não acredite em nada do que lhe dizem. Na real, quase noventa por cento do que você aprendeu até hoje não é verdade. Você sabia que uma laranja é azul? Pois saiba que sim. Mesmo as cores que vemos são pura ilusão. De ótica.
2. Tvs, jornais, meios de comunicação, tudo é programado. Há sempre uma razão para escolherem que informação dar.
3. Se você acha que o que está sendo falado aqui é bobagem, pare agora de ler. Se preferir continuar, é por sua conta e risco...
4. Vamos supor que você já percebeu que vivemos condicionados a todo momento. Nossa programação mental, nossos gostos, nossa crença, ego, diversão, etc.
5.Tudo o que vemos é relativo. A física quântica já provou que a posição de uma partícula pode ser variável e múltipla simultâneamente. Robert Anton Wilson, um dos precursores da conspirologia, afirma que vivemos em ¿túneis de realidade¿.
6.Iniciar programa de descondicionamento? Muito bem, só teclar o enter e pronto. Ok? Simples assim? Não, ninguém aqui está propondo uma nova lavagem cerebral.
7. É agora que entra a teoria da conspiração. Lançando hipóteses e conectando dados nem sempre confiáveis, a conspirologia é uma ferramenta para o ativista justamente por gerar dúvidas. Verdade ou boato, o fato é que conspirações sempre trazem um questionamento polêmico e fértil por trás.
8. Sejam frangos trangênicos do MC Donalds ou a verdade sobre Ovnis, não há como negar que conspirações estão profundamente enraizadas no inconsciente coletivo.
9. Conspirações são armas políticas. Conspirações estavam por trás da Revolução Francesa, do Watergate, e até do Golpe de 64 no Brasil.
10.Especulações éticas ou disseminadoras de memes, o fato é que conspirações não são brincadeira. Nem paranóia. Ou podem ser uma coisa ou outra. Ou ambas.
11. A internet é o lugar por excelência para a disseminação de conspirações. Como os memes, toda conspiração espalha novos memes por aí, na velocidade de um e-mail.
12. A utilidade de uma conspiração? Depende do seu objetivo. Curiosidade? A verdade por trás do Vaticano ou da Rede Globo? Quer começar uma revolução? Desmascarar uma seita? Revelar experimentos científicos proibidos? Conectar o narcotráfico com a indústria do cinema? Amigo, o campo é vasto e os caminhos os mais variados. Mas não avancemos muito, se você chegou até aqui, você não é nenhuma criancinha.
13. Conclusão? Nenhuma. A dúvida é o cerne de toda conspiração. Mas atenção. Não acredite em tudo que lê. Nem mesmo no que está escrito aqui...
:: Júlio Cortázar 3:35 PM [+] Ofensas ao autor é aqui!!:
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passe de mágica
Economia sobrenatural e terrorismo financeiro
(texto de Alexandre Matias do site Trabalho Sujo)
"Você soube do calendário maia?", me perguntou o Alex, um pouco antes de começar seu set no lounge do Tramp, semana passada. Como assim? Afinal, o tal calendário foi escrito há uma cara pelos habitantes nativos da América Central, um dos muitos povos dizimados pelos colonizadores espanhóis e saiu dos sítios arqueológicos para o imaginário mundial por um detalhe específico: diferente dos outros de sua natureza, ele apontava o final da história, quando tudo se acabaria. E de um tempo pra cá passou a ganhar tons proféticos, ao acertar algumas previsões no final do século. Chame de sincronismo jungiano ou bata três vezes na madeira: o fato é que o tal relógio dos dias tornou-se uma versão pré-colombiana de Nostradamus. Mas o que é que tinha de novidade, a ser sabido?
Ele explicou que fizeram uma nova leitura do calendário que prevê a morte do Papa e o colapso do sistema financeiro. A morte do Papa não me parece uma notícia digna de premonição - o fato de o mesmo ter durado tanto tempo, talvez. Mas o papel político do Sumo Pontíficie foi bastante reduzido nestes tempos de jihad entre sionistas petroólatras, fundamentalistas islâmicos e tele-evangélicos (do Texas ou daqui mesmo) - mesmo com a polêmica e retroprogressista (um passo pra frente, um passo pra trás) linha política do velho (oh) Karol. É visto pelo complexo industrial-militar com o mesmo desdém que caubóis do mercado financeiro dirigem a oligarcas rurais que ainda sujam as mãos para manter seus benefícios. Então, a morte do Papa, que o ronda faz tempo, seria um fato mais óbvio que imprevisível.
Já o tal "colapso do sistema financeiro", não. Venha ele na forma do fim do capitalismo (algo tão reducionista e estreito quanto "o fim do socialismo"), a bancarrota final da era da especulação, 1984, um megacrash na Bolsa, um golpe terrorista, uma equação memético/matemática ou o final do Clube da Luta, qualquer destas hipóteses fascina nosso imaginário como o apocalipse bíblico encantava nossos antepassados europeus. Basta lembrar como o tema bug do milênio tomou conta da mídia ao cogitar catástrofes que iam do fim da energia elétrica a explosões em usinas nucleares - nada, literalmente, aconteceu. Mas à medida que incidentes como a Bolha da Internet, a queda do World Trade Center, o fracasso das políticas do FMI na América Latina e na Ásia e o escândalo das fraudes de contabilidade em megacorporações americanas aconteceram, encolhíamos os ombros e apertávamos os olhos como se o céu fosse cair em nossas cabeças. Mas, como cantava Leo Jaime, uou-uou-uou-uou, nada mudou. Continuamos com a estranha sensação de termos nossas carteiras batidas ao mesmo tempo em que sentimos o navio lentamente afundar. E o colapso do sistema financeiro parece ser o único jeito de pegar os ladrões - nem que nos leve juntos.
Engraçado perceber a função mística que corporações e seu habitat, o mercado, exercem sobre todos nós. Seja nas cobranças do seu chefe, nas contas do dia-a-dia ou para justificar qualquer ato de natureza política ou policial, o "mercado" está à espreita, puxando os pés dos incautos e dos que dormem, assombrando o homem comum com possibilidades que vão além da sua compreensão. As corporações, por sua vez, são entidades impávidas, seres mitológicos que tão implacáveis ao punir quanto ao premiar. Fazem o bem e o mal ao mesmo tempo, senhoras de seus próprios narizes, donas de juízos temperamentais. Elas estão em todos os lugares, sabem tudo, vêem tudo: são deuses modernos, um Olimpo. Já o mercado age como aquelas divindades menores - faunos, fadas, duendes, sacis, curupiras e gnomos -, dando potes de ouro para uns e tornando a vida de outros um inferno.
Quantifique, racionalize, argumente: tudo é passível de explicação nessa época em que dados, opiniões e informações poluem a oxigenação cerebral. Mas se uns compreendem o mercado e desmitificam as corporações, a grande maioria das pessoas sequer sonha que há a ser explicado. Simplesmente aceitam, como os gregos antigos achavam que os raios eram feitos por um ferreiro chamado Hefestos ou que os vikings acreditavam que o trovão era o barulho do martelo de Tor. As explicações, conceitos e sugestões são proferidas por economistas, comentaristas e analistas financeiros como conselhos de oráculos e pajés em tempos anteriores.
Esta mistificação de uma ideologia não é inédita na história. A própria história, se formos ver direito, transforma a realidade e o passado em um ponto de vista único, quase bíblico. Em outros momentos, a igreja católica, os exploradores, a burocracia e o direito tiveram funções semelhantes no imaginário mundial, mas todos eram fundamentados em aspectos da realidade - seja na propriedade de terras, na descoberta de novas riquezas, na transferência de direitos ou na defesa dos poderosos. A grande sacada da economia - o legado de Richard Nixon ao planeta -, foi se basear em algo que não tivesse o menor vínculo com a realidade. Quando as multinacionais norte-americanas viram que era possível se apropriar dos mercados de outros países de verdade, Nixon soltou o vínculo que o dólar tinha com a realidade - a quantidade de riquezas que o país possuía. Nos termos corretos, ele tirou o lastro que o dólar tinha com o ouro, tornando-o mais valioso que o ouro, como num passe de mágica. Tirou a economia da realidade e entregou-a ao campo das idéias perfeito, o mundo fantástico da matemática, onde tudo é possível. O breque que o califado árabe deu na economia logo em seguida (criando a Opep, os petrodólares e a crise do petróleo de 73) e a reação conjunta do velho continente na figura do Euro são apenas as reações mais evidentes ao truque realizado por Nixon. Imagine a surpresa dos alquimistas mais esforçados ao saberem que a busca pelo ouro sintético não tinha nada a ver com química ou palavras mágicas, mas com números! A pedra filosofal, uma invenção da cabala!
Tempos interessantes e nada modernos, vivemos numa época em que riquezas são criadas e destruídas da noite para o dia, países e empresas sacrificados na coreografia da ganância corporativa. Um truque faz um milionário; um gesto, milhões de desempregados - o equivalente moderno de "excomungado". A racionalidade dos números justificam qualquer motivação política e o mercado age como um mundo sobrenatural, povoado por pessoas que não agem como pessoas comuns - servem a senhores sem rosto, patrões que são palavras, símbolos, sinais. Comunicam-se com uma linguagem hermética, que não representa nada palpável, palavras mágicas incompreensíveis para qualquer indivíduo médio. Ciências ocultas? Talvez nos primeiros anos, quando o truque de Nixon era uma piada interna dentro de uma panelinha de biliardários. Mas depois de institucionalizada, tornada pública, tornada doutrina e vendida como objetivo profissional, a magia assumiu os contornos de religião.
E os anos 90 assistiram às reformas religiosas. A internet, o narcotráfico global e a indústria de segurança (faces da mesma moeda), o fortalecimento do sistema bancário, a política neo-liberal e o boom da economia norte-americana abriram as portas da nova religião a empreendedores novatos que, motivados por todos os tipos de intenções imagináveis, inflacionaram o Olimpo. O inchaço de celebridades que assistimos nesta década foi só o reflexo do clima de "é-meu-ninguém-tasca- eu-vi-primeiro" que se instalou no mercado mundial. Quando um monte de aspirantes a corruptos ou milionários de quinta categoria entendeu que o jogo o banco imobiliário da vida real permitia inventar dinheiro sem precisar falsificiar notas, o Titanic bateu no iceberg (alguns dizem que devido ao excesso de peso à direita).
Mas mais do que isso: alheios aos holofotes da mídia, há gente trabalhando bombas financeiras. Geeks do mercado que se divertem craqueando movimentações bancárias como crackers, abrindo contas bancárias cinco minutos antes de fechá-las, apenas para transferir o dinheiro que inventaram dez minutos antes. Ainda em estágios primários (e sendo contratados por multinacionais a peso de ouro), estes nerds de números sabem que é possível apagar ou inventar uma pessoa da noite para o dia, como afundar uma empresa contando um boato para pessoas certas. Mais do que isto: já entenderam o mercado como uma grande equação matemática e dedicam-se a criar algorritmos que cortem este padrão, quem sabe, quando descobrirem o poder que têm nas mãos, talvez para sempre. Bombas-função, cuja representações gráficas são tão alarmantes e entorpecentes quanto as do 11 de setembro. Quando isto acontecer, é provável que veremos um replay daquelas cenas de suicídio em massa. Desta vez, sem o menor risco do prédio cair - a menos que de vergonha.
:: Júlio Cortázar 3:33 PM [+] Ofensas ao autor é aqui!!:
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Mundo de Pontas ("World of Ends")
O Que É A Internet E Como Não Confundí-la Com Outra Coisa
Por Doc Searls e David Weinberger
Há erros e há erros.
Aprendemos com alguns erros. Por exemplo: pensar que vender brinquedos para animais de estimação pela Web é um grande jeito de ficar rico. Não vamos repetir este.
Outros erros repetimos muitas vez. Por exemplo, pensar que:
- ...a Web, como é a TV, é um jeito de manter os olhos parados para anunciantes desfilarem comerciais;
- ... a Internet é algo que as telecoms e as empresas de mídia deveriam filtrar, controlar e de algum modo, "melhorar".
- ... não é bom que usuários de diferentes sistemas de mensagens instantâneas se comuniquem pela Internet.
- ... a Internet sofre de uma falta de regulamentações que protejam indústrias que se sentem ameaçadas por ela.
Quando se trata da Internet, muitos de nós sofrem da Síndrome do Erro Repetitivo. Isso vale especialmente para editoras de revistas e jornais, rádio e TV, TV a cabo, a indústria de discos, a indústria de cinema, e a indústria telefônica, para mencionar apenas seis.
Graças à enorme influência dessas indústrias em Washington, a Síndrome de Erros Repetitivos também afeta legisladores, reguladores e mesmo os tribunais. No ano passado a transmissão radiofônica pela Internet, uma indústria nova e promissora que ameaçava oferecer aos ouvintes escolhas muito superiores às oferecidas pelas cada vez mais uniformizadas (e paleolíticas) emissoras AM e FM, foi assassinada no berço. Armas, munições e ocasionais gritos de encorajamento foram supridos pelas gravadoras e pelo DMCA (Digital Millenium Copyright Act), que incorpora todos os receios dos dinossauros-alfa de Hollywood quando fizeram lobby para a sua aprovação pelo congresso americano em 1998.
"A Internet interpreta a censura como um defeito e roteia para contorná-la", foi uma frase famosa de John Gilmore. E é verdade. A longo prazo, rádio via Internet vai fazer sucesso. Sistemas de mensagens instantâneas irão se intercomunicar. Empresas estúpidas vão ficar espertas ou morrer. Leis estúpidas vão ser revogadas ou substituídas. Mas por outro lado, outra frase famosa, esta de John Maynard Keynes, diz "a longo prazo, vamos estar todos mortos".
Queremos evitar essa espera.
Basta prestar atenção para o que a Internet realmente é. Não é difícil. A Internet não é mecânica quântica. Olhando de perto, nem é ciéncia de 6a. série. Podemos acabar com a tragédia da Síndrome do Erro Repetitivo nos nossos tempos - e economizar alguns trilhões de dólares em decisões imbecis - se lembrarmos de um simples fato: a Internet é um mundo de pontas. Você está numa ponta, e todos os outros, e todo o resto, estão nas outras pontas.
Claro, isso é uma declaração simplista sobre todo mundo possuir valor na Internet, etc. Mas também é o fato básico e palpável decorrente da arquitetura técnica da Internet. E o valor da Internet se baseia na sua arquitetura técnica.
Felizmente, a verdadeira natureza da Internet não é difícil de entender. Na verdade, apenas uma dezena de afirmativas fazem a diferença entre a Síndrome do Erro Repetitivo e a Iluminação:
- A Internet não é complicada.
- A Internet não é uma coisa, é um acordo.
- A Internet é burra.
- Adicionar valor à Internet reduz o seu valor.
- Todo o valor da Internet cresce na sua periferia.
- O dinheiro se muda para os subúrbios.
- Não é o fim do mundo, é um mundo de pontas.
- As três virtudes da Internet:
- Ninguém é dono.
- Todos podem usá-la.
- Qualquer um pode melhorá-la.
- Se a Internet é tão simples, por que tantos se enganam sobre ela?
- Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.
1. A Internet não é complicada.
A idéia por trás da Internet, desde o início, foi aproveitar a força espantosa da simplicidade - tão simples quanto a gravidade no mundo real. Mas em vez de ajuntar pedrinhas pequenas em volta de uma pedra enorme, a Internet foi projetada para ajuntar redes pequenas, convertendo-as numa rede única enorme.
O jeito de fazer isso é facilitar ao máximo o envio e recepção de dados de uma rede para outra. Assim, a Internet foi projetada para ser o modo mais simples concebível para mover bits de qualquer A para qualquer B.
2. A Internet não é uma coisa, é um acordo.
Quando olhamos para um poste, vemos redes como fios. E vemos estes fios como parte de sistemas: o sistema telefônico, o sistema de energia elétrica, o sistema de TV a cabo.
Mas a Internet é diferente. Não é fiação. Não é um sistema. E não é uma fonte de programação.
A Internet é um modo que permite a todas coisas que se chamam redes coexistir e trabalhar em conjunto. É uma Inter-net (inter-rede), literalmente.
O que faz a "Net" ser "Inter" é o fato que ela é apenas um protocolo - o protocolo Internet (IP - "Internet Protocol"), para ser mais preciso. Um protocolo é um acordo sobre como fazer coisas funcionarem em conjunto.
Este protocolo não especifica o que as pessoas podem fazer com a rede, o que podem construir na sua periferia, o que podem dizer, ou quem pode dizer. O protocolo simplesmente diz: se você quer trocar bits com outros, é assim que se faz. Se você quer conectar um computador - ou um celular ou uma geladeira - à internet, você tem que aceitar o acordo que é a Internet.
3. A Internet é burra.
O sistema telefônico, que não é a Internet (pelo menos por enquanto) é muito esperto. Ele sabe quem está chamando quem, onde eles estão, se é chamada de voz ou de dados, a distância coberta pela chamada, quanto a chamada vai custar, etc. E fornece serviços que interessam apenas à rede telefônica: chamada em espera, BINA, 0800 e muitas outras coisas que companhias telefônicas gostam de vender.
A Internet, por outro lado, é burra. De propósito. Seus projetistas quiseram que a maior e mais genérica rede de todas fosse estúpida como uma caixa cheia de pedras.
A Internet não sabe muitas coisas que uma rede esperta como a rede telefônica sabe: identidades, permissões, prioridades, etc. A Internet sabe apenas uma coisa: esse pacote de bits tem que ser transportado de uma ponta da rede para outra.
Há motivos técnicos para a burrice ser considerada um bom projeto. A burrice é robusta. Se um roteador quebra, pacotes são conduzidos por outras rotas, o que quer dizer que a rede fica de pé. Graças à sua burrice, a Internet aceita dispositivos novos e gente nova, e por isso cresce rapidamente e em todas as direções. Também é fácil aos projetistas inserirem acesso à Internet em aparelhos novos - filmadoras, telefones, irrigadores de jardim - que vivem na periferia da Internet.
Isso porque o motivo mais importante da burrice ser uma coisa boa se relaciona menos com tecnologia e muito com valor...
4. Adicionar valor à Internet reduz o seu valor.
Parece estranho, mas é verdade. Se você otimiza uma rede para um tipo de aplicação, você está desotimizando-a para outras. Por exemplo, se você deixa a rede dar prioridade a dados de voz ou vídeo porque precisam chegar mais rapidamente, você está dizendo a outras aplicações que elas terão que esperar. E logo que você fizer isso, você terá mudado a Internet de uma coisa simples para todos para uma coisa complicada para apenas uma certa coisa. E aí não será mais a Internet.
5. Todo o valor da Internet cresce na sua periferia.
Se a Internet fosse uma rede esperta, seus projetistas teriam antecipado a necessidade de um bom mecanismo de busca e teriam integrado isso na própria rede. Mas como os projetistas eram inteligentes fizeram a Internet burra demais para isso. Assim, a busca é um serviço que pode ser implantado em qualquer uma das milhões de pontas da Internet. Como qualquer um pode oferecer os serviços que quiser a partir da sua ponta, sites de busca competem entre si, o que significa escolha para os usuários e inovações constantes.
Sites de busca são apenas um exemplo. Porque tudo que a Internet faz é jogar bits de uma ponta para outra, inventores podem fazer qualquer coisa que puderem imaginar, contando com a Internet para mover os dados para eles. Você não precisa pedir permissão ao dono da Internet ou ao administrador de sistema ou ao Vice-Presidente de Priorização de Serviços. Se você tem uma idéia, basta executá-la. E toda vez que você faz isso, o valor da Internet sobe.
A Internet criou um mercado livre para inovações. Esta é a chave para o valor da Internet. Do mesmo modo...
6. O dinheiro se muda para os subúrbios.
Se todo o valor da Internet está na sua periferia, a conexão Internet em si deve virar uma função primária, uma commodity. E deve-se permitir que isso aconteça.
Prover commodities é um bom negócio, mas qualquer tentativa de adicionar valor à própria Internet deve ser combatida. Para ser específico: aqueles que fornecem conectividade Internet inevitavelmente vão querer prover conteúdo e serviços também, porque a conectividade apenas terá preço muito reduzido. Mantendo essas funções separadas, vamos permitir que o mercado estabeleça preços que maximizem o acesso e que maximizem inovações em serviços e conteúdo.
7. Não é o fim do mundo, é um mundo de pontas. ("The end of the world? Nah, the world of ends.")
Quando Craig Burton descreve a arquitetura burra da Internet como uma esfera oca composta inteiramente de pontas, ele está usando uma imagem que mostra o que é mais extraordinário sobre a arquitetura da Internet: retire o valor do centro e você viabilizará um crescimento louco de valor nas pontas interconectadas. Porque, claro, se todas as pontas estão conectadas, cada uma com cada uma e cada uma a todas, as pontas deixam de ser pontos finais.
E o que nós, pontas, fazemos? Qualquer coisa que pode ser feita por qualquer um que quer mover bits.
Notou nosso orgulho em dizer "qualquer coisa" e "qualquer um"? Isso decorre diretamente da arquitetura simples e burra da Internet.
Porque a Internet é um acordo, não pertence a nenhuma pessoa ou grupo. Não às empresas estabelecidas que operam a espinha dorsal ("backbone"). Não aos provedores que nos fornecem conexões. Não às empresas de "hosting" que nos alugam servidores. Não às associações de indústrias que acreditam que sua sobrevivência é ameaçada pelo que nós outros fazemos na Internet. Não a qualquer governo, não interessa quão sinceramente acredita que está tentando manter seus cidadãos seguros e complacentes.
Conectar à Internet é concordar em crescer o valor na periferia. E aí algo realmente interessante acontece. Todos estamos igualmente conectados. A distância não importa. Os obstáculos desaparecem e pela primeira vez a necessidade humana de conectar pode ser realizada sem barreiras artificiais.
A Internet nos dá os meios de nos tornarmos um mundo de pontas pela primeira vez.
8. As três virtudes da Internet
Esses são os fatos sobre a Internet. Como avisamos, é tudo muito simples.
Mas o que significa para nosso comportamento - e, mais importante, o comportamento das megacorporações e governos que até então agiam como se a Internet fosse deles?
Aqui estão três regras básicas de comportamento que estão diretamente ligadas à natureza básica da Internet:
a. Ninguém é dono.
b. Todos podem usá-la.
c. Qualquer um pode melhorá-la.
Vamos olhar cada uma de perto...
8a. Ninguém é dono.
Ninguém pode ser dono da Internet, mesmo as empresas por cujos "fios" ela passa, porque é um acordo, não uma coisa. A Internet não só está no domínio público, ela é um domínio público.
E isso é uma boa coisa:
- A Internet é um recurso confiável. Podemos montar empresas sem nos preocupar que a Internet SA vai nos forçar a atualizar, dobrar o preço depois de assinarmos, ou ser comprada por um dos nossos competidores.
- Não precisamos nos preocupar que partes dela só funcionarão com certo provedor e outras partes só com outro provedor, como acontece com celulares, por exemplo.
- Não temos que nos preocupar que suas funções básicas só funcionarão com a "plataforma" da Microsoft, Apple ou AOL - porque aquelas ficam embaixo destas, fora de controle proprietário.
- A manutenção da Internet está distribuída entre todos usuários, não concentrada nas mãos de um provedor que pode quebrar, e nós todos juntos somos um recurso mais robusto do que qualquer grupo centralizado poderia ser.
8b. Todos podem usá-la.
A Internet foi projetada para incluir todos os habitantes do planeta.
Certo, hoje apenas uma fração da população - pouco mais de 600 milhões de pessoas - está conectada à Internet. Então - "podem" na frase "todos podem usá-la" - se sujeita às variações miseráveis da sorte. Mas, se você tem a sorte de ser rico o suficiente para ter uma conexão e um dispositivo que se conecta, a Internet em si não impõe obstáculos à sua participação. Você não precisa de um administrador de sistemas que se digne deixá-lo participar. A Internet, deliberadamente, deixa permissões do lado de fora do sistema.
É por isso que a Internet, para muitos de nós, tem o jeito de um recurso natural. Nós nos aproveitamos dela como se fosse uma parte da natureza humana que estava esperando aparecer - tanto quanto falar e escrever agora fazem parte do que significa ser humano.
8c. Qualquer um pode melhorá-la.
Qualquer um pode fazer a Internet um lugar melhor de viver, trabalhar, e criar filhos. Para piorá-la, precisa-se de alguém extremamente estúpido com uma vontade de ferro.
Há duas maneiras de melhorá-la. Primeiro, você pode montar um serviço na periferia da Internet que esteja disponível para quem queira usá-lo. Faça de graça, faça as pessoas pagarem por ele, coloque uma marmita para receber moedinhas, qualquer coisa.
Segundo, você pode fazer algo ainda mais importante: habilite um conjunto novo de serviços de periferia inventando um novo acordo. Foi assim que se criou o e-mail. E newsgroups. E mesmo a Web. Os criadores destes serviços não fizeram uma simples aplicação final, e certamente não mexeram no protocolo da Internet em si. Em vez disso, inventaram protocolos novos que usam a Internet do modo que ela existe, do mesmo modo que o acordo de como encodificar imagens em papel permitiu às máquinas de fax usar linhas telefônicas sem a necessidade de mudar o sistema telefônico em si.
Lembre-se, porém, que se você inventar um novo acordo, para que ele gere valor tão rapidamente quanto a própria Internet, ele deve ser aberto, sem donos, e para todo o mundo. É exatamente por isso que os sistemas de mensagens instantâneas não conseguiram atingir seu potencial: os sistemas atuais - AIM e ICQ da AOL e MSN Messenger da Microsoft - são territórios particulares que podem rodar em cima da Internet, mas não são parte da Internet. Quando AOL e Microsoft decidirem rodar seus sistemas de mensagens em cima de um protocolo burro que não tem dono e que qualquer um pode usar, terão aumentado grandemente o valor da Internet. Enquanto isso, eles apenas estão sendo burros, e não no bom sentido.
9. Se a Internet é tão simples, por que tantos se enganam sobre ela?
Seria porque as três virtudes da Internet são a antítese do modo como governos e empresas vêem o mundo?
Ninguém é seu dono: empresas se definem pela sua propriedade, e governos se definem pelo que controlam.
Todos podem usá-la: nas empresas, vender algo significa transferir direitos exclusivos de uso do vendedor para o comprador; nos governos, fazer leis significa impor restrições às pessoas.
Qualquer um pode melhorá-la: empresas e governos valorizam funções exclusivas; apenas certas pessoas podem fazer certas coisas, fazer as alterações corretas.
Empresas e governos pela sua própria natureza são propensas a entender erradamente a natureza da Internet.
Há outra razão porque a Internet não se explicou muito bem: as grandes empresas preferem ficar nos dizendo que a Internet é apenas uma televisão lenta.
A Internet tem sido demais como Walt Whitman, que no poema "Cantiga de mim mesmo" ("Song of myself") disse: "Não me preocupo em ser entendido. Eu vejo que as leis elementares nunca se desculpam."
De outro lado, as leis elementares da Internet nunca pensaram que haveria pessoas tentando basear suas carreiras em não entendê-las.
10. Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.
As empresas cujo valor veio de distribuir conteúdos em formatos que o mercado não quer mais - estão escutando, gravadoras? - podem parar de pensar que bits são átomos ultra-leves. Vocês nunca vão nos impedir de copiar os bits que quisermos. Em vez disso, porque não nos dar razões para prefir comprar música de vocês? Poderíamos até ajudá-los a vender, se nos pedissem.
Os funcionários públicos que confundem o valor da Internet com o valor dos seus conteúdos poderiam entender que, mexendo no centro da Internet, estão na verdade reduzindo seu valor. Na verdade, talvez poderiam entender que ter um sistema que transporta todos os bits igualmente, sem censura de governos e indústrias, é a força mais poderosa já vista a favor da democracia e dos mercados abertos.
Os provedores existentes de serviços de rede - dica: começa com "tele" e termina com "comunicações" - poderiam aceitar que a rede burra vai engolir as suas redes espertas. Eles poderiam engolir essa pílula agora em vez de gastar centenas de bilhões de dólares para retardar o processo e lutar contra o inevitável.
As agências governamentais responsáveis pela alocação de espectro poderiam notar que o valor do espectro aberto é o mesmo valor real da Internet.
Os que querem censurar idéias poderiam entender que a Internet nunca conseguiria distinguir um bit bom de um bit mau, em qualquer circunstância. Qualquer censura teria que ser feita nas pontas da Internet - e nunca vai funcionar bem.
Talvez empresas que pensam que podem nos forçar a escutar suas mensagens - seus banners e telas intrometidas que se superpõem às páginas que estamos tentando ler - entendam que nossa habilidade de pular de site em site faz parte da infraestrutura da Web. Elas poderiam simplesmente abrir páginas dizendo "Olá! Não entendemos a Internet. E aliás, te odiamos."
Chega disso. Chega de bater nossas cabeças contra os fatos da vida na Internet.
Não temos nada a perder, apenas nossa burrice.
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é uma merda isso tudo
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:: Quarta-feira, Junho 04, 2003 ::
teste
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:: Quarta-feira, Maio 28, 2003 ::
Bom Dia Povoooooo!!!!
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:: Segunda-feira, Maio 26, 2003 ::
SITUACIONISMO
(escrito/compilado por Karen Eliot )
A Internacional Situacionista (IS) foi formada em 1957 por uma aliança entre a Internacional letrista de Guy Debord e o Movimento Internacional por uma Bauhaus imaginista ( MIBI ), dois grupos artísticos do pós-guerra continental. O MIBI podia clamar descendência do grupo COBRA. Um terceiro grupo artístico, a Sociedade Psicogeográfica de Londres, foi dito ter participado à época mas foi inventada para adicionar os clamores internacionalistas da IS.
No começo de sua existência a IS continuou o trabalho artístico da Internacional Letrista, mas passou a ser um grupo de teóricos políticos e agitadores seguindo um racha em 1962. A IS faz parte de uma tradição de anti-arte utópica que remonta ao Futurismo, Dada e Surrealismo.
O grupo teve aproximadamente 70 membros ao longo de sua história, mas devido a frequentes expulsões o número de membros em qualquer momento nunca foi mais que entre 10 e 20.
A IS tem a reputação de escândalo e subversão. Suas teorias políticas tornadas populares pelo rock punk eram uma mescla de Marxismo e anarquismo. Apesar disso, a IS condenava tanto o comunismo como o anarquismo por seus fracassos. Eles criticavam a sociedade consumista moderna por alienar as pessoas e transformar suas vidas em superficiais buscas de mercadorias.
A IS durou até 1972 quando foi deixada com apenas dois membros, e foram publicados 12 números de seu jornal "Internationale Situationiste" . Guy Debord foi o único membro a estar com o grupo por toda sua existência.
A Fase Artística da IS
A primeira ação importante da IS foi seu ataque na Assembléia Internacional de Críticos de Arte na Bélgica. Esse ataque tomou forma interrompendo a conferência de imprensa e distribuindo folhetos abusivos, uma tática que vinha servido tão bem para eles quanto para a Internacional Letrista, quando eles interromperam uma conferência de imprensa de Charles Chaplin e quando um membro, vestido como um padre, denunciou Deus e a igreja do púlpito da catedral de Notre Dame.
A primeira exibição de "pintura industrial" da IS aconteceu em Turim em maio de 1958. Desenvolvida por Giuseppe Pinot-Gallizio e seu filho Giors Melanotte, Pintura Industrial era pintura no estilo do expressionismo abstrato em gigantescos rolos de tela com 12, 14 e 70 metros de comprimento. O nome foi pensado para ressaltar a escala de produção das pinturas como oposta a seus métodos de produção, que permaneciam tradicionais. Os rolos de tela eram vendidos pela jarda e estavam destinados a serem vendidos em lojas de retalhos. Na primeira exposição de Pintura Industrial modelos estavam usando vestidos feitos da tela.
A IS fez três exposições em prestigiosas galerias em 1959, uma de Pintura Industrial, uma de pinturas de Kitsch Deturnado de Asger Jorn e uma dos modelos arquiteturais de Constant. Estes faziam uso das teorias da IS sobre urbanismo unitário e eram modelos para edifícios suspendidos por fios. Constant também fez planos para uma cidade formada de um único e labiríntico edifício, um modelo para um acampamento cigano e para uma sala de concertos de música eletrônica. Algumas das teorias artísticas da IS são discutidas abaixo.
Psicogeografia, Urbanismo Unitário e Teoria da Deriva
As teorias de urbanismo e arquitetura originam de um ensaio do Letrista Ivan Chtcheglov chamado "Formulário Para Um Novo Urbanismo". Neste Chtcheglov imagina que uma nova forma de vida urbana pode ser criada, uma nova cidade construída - ' nós estamos entediados na cidade, não há mais nenhum templo para o sol ' - ' você nunca verá a Hacienda. Ela não existe. A Hacienda deve ser construída '. Nesta nova cidade, ' cada homem viverá em sua própria catedral ' e ' a principal atividade dos habitantes será a contínua deriva ' através de zonas destinadas a alterar humores e percepções dos habitantes.
Os Situacionistas cunharam a expressão urbanismo unitário para descrever seus experimentos para criar uma nova cidade que permitiria os habitantes de jogar e realizar seus desejos. Arquitetura, colagens deturnadas de mapas, instalações de arte e a deriva eram todas usadas pela IS nestes experimentos. A deriva era uma prática experimental de urbanismo unitário. A prática é efetivamente vagar sem objetivo e sem destinação através da cidade, explorando suas ambiências. A Psicogeografia foi usada para descrever o estudo dos efeitos do meio ambiente urbano na psique. A IS produziu relatórios psicogeográficos baseados nos resultados de suas derivas.
Métodos de Detournement
Detournement é normalmente traduzido para o português como desvio* e era o método de criação artística usado pelos situacionistas. Era, com efeito, um plagiarismo onde tanto a forma como o significado da obra original eram subvertidos para criar uma nova obra. Nas próprias palavras da IS : " Não há arte situacionista, só usos situacionistas da arte ". Deturnamento é distinto do plágiarismo " de roubo ", que apenas subverte a forma do material e do plagiarismo pós-moderno de citação irônica, que apenas subverte o significado do material, a forma se tornando o significado. A IS usou deturnamento em filmes, arte, material gráfico para seu jornal e em pôsters que deturnavam quadrinhos durante os eventos de Maio 68. Grant Morrison, em seus quadrinhos Os Invisíveis ano 2 nº 13, imita o estilo destes pôsters, apesar de que o estilo é mais de "citação irônica" acentuada pela referência ao herói anarquista arquetípico. Ele está tirando um sarro de si mesmo por perpetuar este arquétipo, uma idéia tirada de " A Sociedade do espetáculo".
O Racha e a Segunda IS
As causas do racha na IS datam da quarta conferência em Londres quando a facção alemã, Gruppe Spur atacou as facções francesas e belgas quanto a suas crenças políticas. Gruppe Spur tinha participado da IS na terceira conferência em Munique em 59, tendo sido descoberta por Asger Jorn em 1958. Asger Jorn se desligou em 1961, o que deixou o controle da IS unicamente nas mãos de Debord. Também em 61 Raoul Vaneigem se afiliou, o que incrementou a atmosfera radical da facção francesa. A questão das tendências políticas da IS veio à tona novamente na quinta conferência em Göteborg, Suécia, em 1961, quando debates na conferência degeneraram para insultos pessoais. Como um resultado disso, a facção francesa tentou impor seus próprios editores para o jornal do Gruppe Spur, e quando o Gruppe Spur lançou um número sem o consentimento dos editores designados, eles foram excluídos. O racha na IS aconteceu em Março de 1962 quando os seis membros da facção artística abandonaram a facção mais politicamente orientada de Debord, Vaneigem e Michele Bernstein (esposa de Debord). A facção artística foi excluída em seguida e formou a segunda IS, trabalhando com o agora independente Gruppe Spur. A segunda IS continuou o trabalho artístico da IS e é conhecida por espalhar grafites em Copenhague e decapitar uma estátua da pequena sereia na orla de Copenhague.
* Desvio também é traduzido como pilhagem, plágio alterado, alteração ou tergiversação, daí optarmos pelo neologismo mais específico de "deturnamento". (N. do Trad.)
Tradução de Ricardo Rosas
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:: Sexta-feira, Maio 23, 2003 ::
Gambiarra Social
Ironia, cinismo e sarcasmo são nossas armas interpessoais. Somos infantis, mal educados e alienados, somos tudo o que a sociedade comum mais teme. Nós escutamos o som alto sempre que isto nos convém. Achamos que se o vizinho velho morrer de brabo com a altura do som, é porque já era a hora dele. Nós não bebemos água e não limpamos as unhas. Nós não temos o costume de lavar as mãos antes das refeições, a menos que elas estejam sujas. E só nós mesmos temos condição de saber o que significa sujeira para nós. Nós não temos carro, só pra pedir carona. Estamos pouco nos importando com o fato de ela já ser a sua namorada e sim, isso é o meu pau.
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Manual de Miséria Sustentável
Quem disse que você precisa ser bem sucedido?
Com os cortes e a falência do capitalismo global, estamos trabalhando cada vez mais e em regimes insalubres. É difícil que os patrões voltem atrás e contratem pessoas. A tendência é que as empresas fiquem cada vez enxutas e opressoras.
Não ganhamos nada acumulando o trabalho de dez pessoas. Pelo contrário, vivemos sob a ameaça da perda do emprego, do "corte". Cada vez estamos mais fodidos e descontentes com o trabalho.
Com este quadro, a saída é simplificar. Quanto menos dinheiro você tem, mais aprende a apertar o cinto. Descobre que mantinha muitos hábitos supérfluos.
Custa, mas você consegue abandona-los. A maior dificuldade é a reeducação psicológica: depois que você nota que realmente não precisa ser bem sucedido, todo o resto se facilita.
Manual de Miséria Sustentável ou neo-thoreaunismo
1) Não se fixe numa "profissão". Zona de Trabalho Autônomo Temporário.
2) Arranje vários bicos que paguem suas despesas básicas.
3) Mate o consumista que existe em você (isso não é riponguismo - é que a autonomia tem um custo, infelizmente).
4) Simplifique a vida ao máximo. Ande a pé ou de bicicleta, poupe água, energia e comida, tire xerox de livros, baixe mp3.
5) Consuma comida barata (não necessariamente de má qualidade - vegetal é barato) e de produção local.
6) Mude-se pra cidades menores, com menos stress.
7) Saia pouco de casa - só quando for imprescindível. E apenas pra lugares que o divirtam realmente.
8) Pratique a inadimplência (enquanto for possível, pois o mercado o reprimirá ¿ a humilhação do SPC).
9) Valorize aquilo que você já tem. Exemplo: pra que comprar um livro se você tem um monte em casa que nem leu? Pra que acumular pilhas de cds e nem sequer ouvi-los direito?
10) Pratique o escambo e as parcerias.
11) Compre tudo de segunda mão.
12) Evite pagar impostos. Estude a lei pra saber como. Use o Direito contra o Estado.
13) Aprenda a obter satisfação sozinho (não estou falando em punheta). Faça artesanato (que você pode vender ou trocar. Mas não ouça The Doors, por favor), corra, escreva, pinte, medite. Enfim: não necessite do mercado e de outras pessoas pra se divertir.
14) Use a tecnologia pra facilitar sua vida. Mas não seja escravo dos aparelhos eletrônicos.
15) Seja um inventor. Crie alternativas pra se livrar dos gastos. Favelado, morador de rua e 90% do mundo (os países "em desenvolvimento") já fazem isso, porque você tem que comer frango e arrotar Peru?
16) Assuma sua miséria. Não tenha vergonha dela. Que se foda a ambição. Quem é que disse que "sucesso" é igual a felicidade?
17) Toda vez que puder criar, deixe de comprar.
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Manifesto Utópico-Ecológico em Defesa da Poesia & do Delírio
Invocação
Ao Grande deus Dagon de olhos de fogo, ao deus da vegetação Dionisos, ao deus Puer que hipnotiza o Universo com seu ânus de diamante, ao deus Escorpião atravessando a cabeça do Anjo, ao deus Luper que desafiou as galáxias roedoras, a Baal deus da pedra negra, a Xangô deus-caralho fecundador da Tempestade.
Eu defendo o direito de todo ser Humano ao Pão & à Poesia
Estamos sendo destruídos em nosso núcleo biológico,
nosso espaço vital & dos animais está reduzido a
proporções ínfimas
quero dizer que o torniquete da civilização está
provocando dor no corpo & baba histérica
o delírio foi afastado da Teoria do Conhecimento
& nossas escolas estão atrasadas pelo menos cem anos
em relação às últimas descobertas científicas no
campo da física, biologia, astronomia, linguagem,
pesquisa espacial, religião, ecologia,
poesia-cósmica, etc.,
provocando abandono das escolas no vício de linguagem &
perda de tempo
em currículos de adestramento, onde nunca ninguém vai
estudar Einstein, Gerard de Nerval, Nietzsche,
Gilberto Freyre, J. Rostand, Fourier, W.
Heinsenberg, Paul Goodman, Virgílio, Murilo
Mendes, Max Born, Sousandrade, Hynek, G. Benn,
Barthes, Robert Sheckley, Rimbaud, Raymond
Roussel, Leopardi, Trakl, Rajneesh, Catulo, Crevel,
São Francisco, Vico, Darwin, Blake, Blavatsky,
Krucënych, Joyce, Reverdy, Villon, Novalis,
Marinetti, Heidegger & Jacob Boehme
& por essa razão a escola se coagulou em Galinheiro
onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão
sexual,
não existindo mais saída a não ser fechá-la &
transformá-la em Cinema onde crianças &
adolescentes sigam de novo as pegadas da
Fantasia com muita bolinação no escuro.
Os partidos políticos brasileiros não têm nenhuma
preocupação em trazer a UTOPIA para o quotidiano.
Por isso em nome da saúde mental das novas gerações
eu reivindico o seguinte:
1 - Transformar a Praça da Sé em horta coletiva & pública.
2 - Distribuir obras dos poetas brasileiros entre os
garotos (as) da Febem, únicos capazes de
transformar a violência & angústia de suas almas
em música das esferas.
3 - Saunas para o povo.
4 - Construção urgente de mictórios públicos ( existem
pouquíssimos, o que prova que nossos políticos
nunca andam a Pé ) & espelhos.
5 - Fazer da Onça (pintada, preta & suçuarana) o
Totem da nacionalidade. Organizar grupos de
Proteção à Onça em seu habitat natural. Devolver
as onças que vivem trançadas em zoológicos às
florestas. Abertura de inscrições para voluntários
que queiram se comunicar telepaticamente com
as onças para sabermos de suas reais dificuldades.
Desta maneira as onças poderiam passar uma
temporada de 2 semanas entre os homens &
nesse período poderiam servir de guias &
professores na orientação das crianças cegas.
6 - Criação de uma política eficiente & com grande
informação ao público em relação aos
Discos-Voadores. Formação de grupos de contato
& troca de informação. Facilitar relações eróticas
entre terrestres & tripulantes dos OVNIS.
7 - Nova orientação dos neurônios através da
Gastronomia Combinada & da Respiração.
8 - Distribuição de manuais entre sexólogas (os)
explicando por que o coito anal derruba o Kapital
9 - Banquetes oferecidos à população pela Federação das Indústrias.
10 - Provocar o surgimento da Bossa-Nova Metafísica
& do Pornosamba.
O Estado mantém as pessoas ocupadas o tempo integral
para que elas NÃO pensem eroticamente,
libertariamente. Novalis, o poeta do romantismo
alemão que contemplou a Flor Azul, afirmou: "Quem
é muito velho para delirar evite reuniões juvenis. Agora
é tempo de saturnais literárias. Quanto mais variada a
vida tanto melhor ".
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